Manaus, sua linda! – Tem criança na viagem
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Manaus, sua linda!
28/12/2022
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Interior do Teatro Amazonas

Finalmente, conhecemos o Amazonas – mais um daqueles lugares que estavam na nossa wish list: já havíamos estado na “borda” da floresta amazônica quando visitamos Belém do Pará, mas, desta vez, a experiência foi mais profunda: Manaus está no meio da floresta: é uma metrópole de dois milhões de habitantes cercada de verde e água por todos os lados.

A nossa visita nos levou a conhecer as delícias da capital e também a termos a experiência de nos hospedar em meio à selva, em um hotel flutuante, cujas águas, logo abaixo, eram abrigo de grandes peixes amazônicos, jacarés e piranhas!

Nosso roteiro foi de duas noites em Manaus e duas noites no Amazon Arowana Lodge, hotel localizado no município de Careiro, onde só é possível chegar utilizando alternadamente transportes terrestres e barcos. A área urbana mais próxima do hotel fica a mais de uma hora de barco!

Mas vamos começar pelo começo, certo?

Desembarcamos na capital e logo sentimos, na pista do aeroporto, aquele “soco no estômago” que é o calorão carregado de umidade. Mas nada que alguns minutos não bastem para a adaptação. Para todas as idades, protetor solar é item obrigatório – mas a gente acrescentou bastante repelente também!

Manaus

Em Manaus optamos por realizar os passeios por conta própria, com transporte por Uber e pesquisando bem os locais onde iríamos. Em alguns utilizamos as visitas guiadas, que geralmente são ótimas e momentos muito bons para conhecermos não só detalhes da atração, mas também um pouco da cultura local – afinal, os guias adoram falar sobre sua cidade!

Ponto negativo que é preciso ser enfatizado, especialmente para pais que viajam com filhos pequenos: fizemos mais de uma dezena de trajetos com Uber, e TODOS os veículos eram muito mal cuidados – carros caindo aos pedaços – e a grande maioria viajava sem ar condicionado. Considere que viajamos acompanhados dos avós da Sara e de uma tia dela, e multiplique por duas a quantidade de carros que pegamos. Uber, em Manaus, não é sinônimo de qualidade

Ainda na conta dos motoristas também passamos por uma situação que incomodou um pouco. Fizemos uma viagem para uma das atrações turísticas da cidade – a praia da Ponta Negra. Se fosse pelo motorista teríamos desistido no meio do caminho, do tanto que ele falou mal do lugar e desfez da infraestrutura. Ele insistia que o melhor seria a gente dar “meia volta” para não perder tempo – depois entendemos que o que ele queria era ganhar a viagem de ida e de volta, afinal estávamos perto do destino e, desistindo, ele garantiria o carro cheio no retorno. Ainda bem que insistimos em ir até a praia – um lugar lindíssimo, surpreendente, limpo, moderno, estruturado, com restaurantes e food trucks de diversos tipos de pratos, atrações para crianças, música. Certamente um dos locais públicos mais legais que já conhecemos no Brasil.

Vista aérea da praia de Ponta Negra e do complexo

Teatro Amazonas

Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é um dos principais do Brasil, e um dos mais antigos em funcionamento no país. A visita guiada é imperdível, pois só com ela é possível conhecer detalhes da construção e conhecer um pouco mais sobre os costumes da época – considere, especialmente, que o teatro está em plena selva amazônica: imagine o que era transportar tudo o que de mais luxuoso existia na época até Manaus, diretamente da Europa? A construção era tão importante e significativa que levou Manaus a ser uma das primeiras cidades do país a contar com luz elétrica! Como a maioria das visitas a teatros, é um passeio bem interessante para ser feito com crianças – desde que elas respeitem os limites e não tentem invadir os locais cujo acesso do público é restrito, muitos deles separados apenas por cordões de isolamento…

O teatro está na lista do Patrimônio Histórico Nacional desde 1966. O estilo arquitetônico é renascentista, e a cúpula é uma de suas partes mais famosas – são 36 mil peças nas cores da bandeira brasileira, importadas da Alsácia, na França. A maior parte do material usado na construção do teatro foi importada da Europa: as paredes de aço de Glasgow, na Escócia; os 198 lustres e o mármore de Carrara das escadas, estátuas e colunas, são da Itália.

O Pano de Boca foi confeccionado em 1894, pelo artista brasileiro Crispim do Amaral, e descreve o encontro dos rios Negro e Solimões.

No museu são encontradas maquetes de óperas do compositor alemão Richard Wagner, concebidas pelo designer e cenógrafo inglês Ashley Martin-Davis e um espaço especial para o bailarino amazonense Marcelo Mourão Gomes. Estão em exposição sapatilhas de Mikhail Baryshnikov e Ana Laguna, que apresentaram o espetáculo “Três solos e um dueto”, em 2010;  e de Margot Fonteyn, que esteve no Teatro Amazonas em 1975, com o The Royal Ballet. É curioso ver a lista eclética de artistas que já passaram por lá, na qual constam desde o tenor José Carreras, Roger Waters, até Spice Girls e The White Stripes; assim como os brasileiros Heitor Villa-Lobos, Milton Nascimento, Ana Botafogo e Bibi Ferreira. 

Após este passeio cheio de cultura e curiosidades, aproveite para almoçar, ou jantar, no restaurante Tambaqui de Banda, que leva o nome do prato típico da região. Peixe delicioso, recebe acompanhamentos que tornam a refeição inesquecível!

As visitas guiadas ao Teatro podem ser agendadas no site https://sistemas.cultura.am.gov.br/sigec/agendamentoEspacos/create, e ocorrem de terça a sábado, das 9h às 17h.

Saiba mais:

Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Amazonenses não pagam, mediante comprovação da naturalidade.

Meia entrada: estudantes (carteirinha válida), professores, idosos a partir de 60 anos, crianças de 4 a 14 anos, doadores de sangue, militares e acompanhante de pessoa com deficiência (PCDs), todos mediante comprovação.

Endereço

Av. Eduardo Ribeiro, 659 – Centro – Manaus/AM

Contatos

Email: direcao_ta@cultura.am.gov.br

Telefone: (92) 3622-1880 / 3622-2420

Bilheteria: (92) 3232-1768

Acessibilidade para deficientes físicos, visuais e auditivos

Catedral Metropolitana

A Igreja Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como Igreja Matriz ou Catedral de Manaus, fica a poucas quadras do teatro. Como católicos que somos, temos o costume de visitar igrejas em destinos onde vamos a primeira vez. E dói dizer: a igreja é linda, mas o entorno é deprimente, tristíssimo.

Inaugurada em 1877, está localizada no alto de uma colina não muito longe do Rio Negro. Tem um interior muito belo, e, ao lado, um museu bem interessante.

O problema é que por suas portas ingressam não só fieis, mas o mau cheiro do entorno da construção. Para se ter uma ideia, a subida até a igreja é feita através de duas escadarias lindíssimas, únicas. Mas que, quando passamos, estavam imundas de lixo, urina e fezes humanas.

Todo o pátio ao entorno da catedral é cercado, e os portões ficam abertos, permitindo que no parque que se estende à sua frente se acomodem usuários de drogas, e que ocorra muita prostituição, o que torna circular por ali uma questão bem complicada – ainda mais quando estamos acompanhados por crianças.

Questionamos aos cuidadores da igreja o porquê de não se tomarem medidas de cuidados ou atenção social às pessoas que ali estão, e a resposta foi que, por questões político-religiosas, a administração municipal não tomava providências. O que é uma pena: certamente este seria um dos pontos altos para qualquer turista que fosse conhecer a capital do Amazonas.

Mercado Público

Seguimos a caminhada em direção às margens do Negro, onde fica o Mercado Adolpho Lisboa, o mercado público manauara. Em seus corredores é possível conhecer mais sobre a cultura do Estado, sobre artesanato local e sobre ervas, bebidas, plantas. Em seu entorno, em construções com cerca de 140 anos de idade, podem ser encontrados restaurantes, açougues e mercado de peixes.

Palácio da Justiça (Centro Cultural Palácio da Justiça)

Um último passeio a ser feito ainda no Centro Histórico de Manaus: o Palácio da Justiça. Particularmente não esperávamos muito da visita, mas resolvemos seguir a dica de outros viajantes. E valeu muito a pena!

A equipe que nos recebeu foi muito atenciosa e simpática, e a construção, inaugurada em 1900, merece mesmo uma visita guiada. O prédio, de estilo renascentista, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e 1980 e hoje recebe exposições, espetáculos musicais, palestras e outras atividades. O Palácio possui portões de ferro fundido importados de Glasgow, na Escócia, e calçada e escadarias em pedra de Liós, de Lisboa. O teto do hall é revestido em estuques com paredes em imitação de mármore. A maior parte da mobília é centenária.

Assim como o Teatro Amazonas, as visitas devem ser marcadas no site https://sistemas.cultura.am.gov.br/sigec/agendamentoEspacos/create

– Entrada gratuita

Endereço: Avenida Eduardo Ribeiro, 901 – Centro – Manaus/AM

Contatos: E-mail: adm.ccpj@cultura.am.gov.br / Telefone: (92) 3248-1844

O local tem acessibilidade para deficientes físicos.

De Manaus, partimos para Careiro, onde nos hospedamos em um hotel flutuante no meio da selva. Mas daí é história para um outro post!!



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