Langkawi, paraíso malaio pertinho da Tailândia - Tem criança na viagem
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Langkawi, paraíso malaio pertinho da Tailândia
22/10/2017
Tempo de leitura: 7 minutos.

“Se vocês querem ir à praia, devem ir à Langkawi. É linda, poucos turistas e barata. E do ladinho da Tailândia”.

O aviso, dado por um amigo malaio enquanto decidíamos o próximo destino ao sair de Kuala Lumpur, iria se confirmar, nos dias seguintes, em um dos melhores conselhos que recebemos durante os três meses de nossa viagem por seis países da Ásia.

Situada a 400 de Kuala Lupur, a 42 quilômetros com a fronteira da Tailândia e a 240 quilômetros de Phuket, Langkawi é, no mínimo, surpreendente.

 

Um paraíso ao pôr do sol

 

 

É um destino bem conhecido entre o sul e sudeste da Ásia, mas bastante ignorado por ocidentais. Mesmo dentro de seu continente costuma ser preterido pelas regiões turísticas mais famosas, como Tailândia e Indonésia. E isso tem seu valor, literalmente. O turismo por lá é mais barato – e não tem aquelas muvucas gigantescas de gente se acotovelando nos pontos mais conhecidos. 

A praia é ainda frequentada, em sua maioria, por islâmicos vindos de todas as partes da Malásia e de países próximos. Então, é comum ver mulheres usando véus e burcas tomando banho de mar.

 

Mulheres com véus e burcas na praia chamam a atenção dos ocidentais

 

O Mar de Andaman (o mesmo que banha os paraísos tailandeses) é um convite. Praticamente sem ondas, de águas quentes, fica ainda mais lindo quando o sol se põe na água.

 

Mar é calmo, quente e transparente

 

Langkawi é uma ilha pequena. Tem cerca de 95 mil habitantes fixos. Mas tem aeroporto internacional e um porto movimentado, de onde partem os ferrys que irão para o continente. Por lá se encontram alguns turistas europeus, mas a maioria é local mesmo.

Tem hotéis para todos os gostos e bolsos. O importante é tentar ficar na praia de Pantai Cenang, onde estão a maioria dos restaurantes e onde, à noite, a rua principal fica cheia de turistas curtindo a culinária local e o artesanato.

 

Rua principal: com cara de praia pequena

 

Como chegar a Langkawi

Saímos de Kuala Lumpur de ônibus. Dá para comprar aqui neste site por cerca de R$ 45. A viagem dura entre 7 e 8 horas até Kuala Perlis, a cidade do continente mais próxima da ilha de Langkawi. Como na maioria dos ônibus na Ásia, o ar-condicionado fica ligado no mais frio possível – então, não se apegue à temperatura externa e leve agasalho.

 

Sem banheiro, mas cor de rosa. A Sara adorou

 

Os ônibus por lá não têm banheiro, por isso eles param a cada período e a viagem demora tanto. Teoricamente é proibido comer no interior dos veículos, mas isso não é impedimento para ninguém.

 

Ônibus são confortáveis, mas gelados

 

A viagem é relativamente tranquila, e os motoristas andam às vezes muito abaixo da velocidade permitida por conta das condições da estrada ou do movimento das cidades. O problema são os outros: tem cada louco na direção por lá… Lembra o Brasil. Rsrsrsrs

Depois de desembarcar na rodoviária, o negócio é localizar o ponto de partida do barco. Não tem muita dificuldade: siga o caminho que tem uma cobertura, e as placas. São vários os horários e é bem fácil comprar no guichê. Se quiser tentar garantir o bilhete antes, este site aqui funciona legal.

 

Dentro do ferry o frio é ainda mais intenso

 

Dentro do barco, prepare-se. Se o ônibus já era gelado, o ferry é ainda mais frio. Calculamos que a temperatura bata uns 10ºC – se não menos. Não é permitido ir para o lado externo e as poltronas são bem apertadinhas. Além disso, nas duas vezes que fizemos trajetos de ferry por lá as televisões dentro do barco estavam em um volume altíssimo, passando um violento filme policial. Mas o trajeto de ida só dura uma hora e 15 minutos, então dá para sobreviver. O custo da viagem é de 18 RM, cerca de R$ 13,50 para adulto, e 13 RM para crianças (cerca de R$ 9,75). O desembarque é no porto de Kuah, a maior cidade de lá – não tão boa para turismo.

 

Instalações do porto são muito organizadas

 

Na chegada, um visual de tirar o fôlego

 

O barco também pode ser usado para chegar em Langkawi via Krabi, Phuket ou Satun (todas na Tailândia) – e vice-versa. 

Atenção: ao sair do porto você será cercado por famintos motoristas – muitos dizendo que são “tipo Uber”. Como este é o único jeito de ir até as praias principais (a não ser que esteja pronto para uma pernada de pelo menos 30 quilômetros…), negocie. Muuuuito. E vá na fé.

Outra opção da capital da Malásia até Kuala Perlis (a cidade de onde se embarca para ir para a ilha…) é o trem noturno – a viagem dura cerca de nove horas. Dá para ver a disponibilidade de passagem aqui neste link.

Já o aeroporto fica em Padang Matsirat, também um pouco fora de mão para hospedagem. Recebe voos diretos de Kuala Lumpur, e também de outras regiões da Ásia – mas com conexão em Kuala Lumpur ou Singapura.

 

Sobre Langkawi

Langkawi é, na verdade, um arquipélago com 104 ilhas. Foi reconhecida pela Unesco por ser o primeiro geoparque do sudeste da Ásia – quer dizer, uma área com grande importância científica pelo valor cultural, geológico ou arqueológico. A maior das ilhas oferece cinco lugares de hospedagem: Datai Bay, Pantai Kok, Padang Matsirat, Kuah, Pantai Tengah e Pantai Cenang.

Ficamos nesta última após muita pesquisa. É o lugar onde estão a maior parte dos hotéis e restaurantes, bem pé no chão – jeitão de praia pequena. Não é pelo fato de centralizar estes estabelecimentos que a região é cheia de gente. Não. Dá para curtir muito bem a praia, e à noite caminhar pelas calçadas estreitas provando de um monte de delícias. Ah, nessa região estão também grandes redes de fastfood. Há restaurantes de todos os tipos por lá.

 

Sim, dá para comer comidas “normais” no litoral da Malásia

 

E também comidinhas de rua, como milho com manteiga no copo

 

Como nossa viagem era de baixo custo, escolhemos um hotel indicado por amigos. Um motel, na verdade – o que não tem nada a ver com os motéis brasileiros. Baratinho, administrado por muçulmanos, sem café da manhã e a 20 passos da areia! Sim!!! Luxo em um lugar destes é ter uma cama gostosa, uma ducha no quarto, um frigobar e estar do ladinho do mar, né?

Dica: ao procurar hospedagem, leia com atenção as avaliações. O pessoal é beeeem sincero. Tem até um hotel que supostamente sofre muito com ASSOMBRAÇÕES – e é muito divertido ler as dezenas de depoimentos de pessoas que passaram a noite lá e afirmam terem tido contatos “fantasmagóricos…”. Por via das dúvidas, esse foi um dos primeiros a serem descartados pela gente… rsrsrsrsrs

 

O que fazer

A primeira dica: curtir MUITO a praia. Água quente, sem ondas, transpar ente. Ótima para as crianças. Se caminhar a partir de Cenang, para qualquer um dos lados, vai encontrar paraísos lindos. Dá vontade de deitar na areia e passar o dia curtindo a vista. Ah, e o sol se põe no mar – o que garante um visual ainda mais incrível.

 

Visu do fim do dia

 

A segunda grande atração é a Sky Bridge, localizada no Complexo Panorama (http://www.panoramalangkawi.com/)  – um parque em meio à mata. Lá tem a tal Sky Bridge, uma ponte transparente construída a 700 metros acima do nível do mar, e em curva!

 

Não tão boa para quem tem medo de altura

 

Ela é presa por uma coluna de 95 metros e oito cabos. Tem 136 metros de comprimento e dois de largura – vertigem da boa. É apontada como a maior ponte do mundo em curva com vão livre. 

 

Ponte é a grande atração da ilha

 

Incrível, não?

 

Para chegar até a ponte a gente vai em um teleférico que cruza a floresta por cima: lá embaixo, mata virgem e macacos correndo por todos os lados!

 

Dá para fazer a pé a subida, mas de bondinho a vista é mais legal

 

 

Há vários mirantes na montanha

 

É mais fácil descer do que subir a pé…

 

Dá para passar o dia nesse complexo, que tem também lancherias – nada de mais, só para disfarçar a fome, mesmo. Lá dentro há muitas atrações para a criançada: cinema 6D, parquinho de dinossauros, o Sky Rex – um simulador incrível que parece levar o visitante até o passado e o coloca em meio a perseguições desses bichos, uma área de desenhos 3D muito divertida e outras atividades. Vale muito a pena!

 

Crianças têm muita diversão por lá

 

Há ainda outros dois passeios tradicionais por lá, mas que não fizemos porque teríamos lugares semelhantes para visitar nos meses seguintes, durante nossa trip pela Ásia: o tour para Island Hopping, que é feito de barco e com parada em alguns lugares para tomar banho, visita a caverna e outras atividades, e a visita a Telagah Tujuh, uma cachoeira onde, segundo as lendas, as fadas se banhavam.

Fomos para Langkawi pensando em ficar duas noites e ficamos cinco. Gostaríamos de ter ficado mais, mas a nossa aventura na Ásia estava recém começando.

 

Para saber:

– Quem vai ficar até 90 dias não precisa de visto para visitar a Malásia.

– É necessário ter certificado de vacinação contra a febre amarela

– Passaporte deve ter no mínimo seis meses de validade.

– Langkawi se orgulha de ter sido porto de piratas e outros bandidos dos oceanos.

– Para quem gosta de comprar – e tem condições de carregar os produtos durante a viagem… – prepare-se: é uma ilha livre de impostos, cheias de Duty Free e produtos (especialmente bebidas) BARATÍSSIMOS!

 

Aqui tem um vídeo que fizemos sobre a Sky Bridge!

Se for à Malásia, vá também à Tailândia. Este texto fala sobre nosso passeio a Maya Bay!

 

 


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