Tiradentes, um encontro com o século XVIII no interior de Minas Gerais - Tem criança na viagem
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Tiradentes, um encontro com o século XVIII no interior de Minas Gerais
19/07/2017
Tempo de leitura: 3 minutos.

Conhecemos Tiradentes em 2015, esticando o feriadão de 1º de maio. Foi dentro de um roteiro de quatro dias em Minas Gerais, quando visitamos também a capital Belo Horizonte e a famosa Ouro Preto – que concentra boa parte da obra de Aleijadinho.

 

Tiradentes é uma das cidades mais charmosas de Minas Gerais

  

Distâncias:
Belo Horizonte a Tiradentes: 190 quilômetros
Tiradentes a Ouro Preto: 160 quilômetros

 

Como estávamos num grupo de sete adultos e uma criança, contratamos um motorista de van para que nos levasse de uma cidade a outra. Chegamos em Tiradentes no início da noite e partimos no dia seguinte, depois do almoço.

Considerando a nossa programação, foi tempo suficiente para conhecer o lugar que homenageia o mártir da Inconfidência Mineira. Abre parênteses: resgatou na memória as aulas de história??? O famoso Joaquim José da Silva Xavier. Entre tantas outras atividades profissionais, recebeu o apelido de Tiradentes por que era dentista.

 

Construções são tombadas pelo Iphan

 

Essa é uma cidade do período colonial brasileiro, com ares de vilarejo e cerca de 7 mil habitantes. É super hospitaleira, repleta de pousadinhas aconchegantes e com boa infraestrutura para quem viaja com criança. Ficamos na Joaninha, uma pequena pousada familiar instalada num sobrado. Quando chegamos, fomos carinhosamente recebidos pela proprietária com um cafezinho, biscoitos e pão de queijo assado na hora. Adoramos!  

O conjunto arquitetônico e urbanístico de Tiradentes, em sua maioria do século XVIII, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938.

 

Passeio de charrete em Tiradentes

 

Para o clássico passeio pela cidade, claro que a Sara escolheu uma charrete rosa!

 

Já se passaram dois anos da nossa viagem a Minas. Mas até hoje, quando falamos em Tiradentes, a Sara se apressa em dizer que lembra dos nomes dos cavalinhos que puxaram as charretes do nosso grupo pelo centro histórico: Pangaré e Chapolin!  

No Largo das Forras, que é como se fosse uma praça central, partem esses charmosos passeios que levam os turistas pelos principais pontos nas redondezas: Chafariz de São José, que é de 1749, o Museu Padre Toledo e igrejas da época do ciclo do ouro.

 

Durante o passeio, uma das paradas é no Chafariz de São José

 

 

Esta é a principal programação por lá: curtir a tranquilidade do centro histórico e cultural, admirar os casarios antigos, com portas e janelas de bordas coloridas, colados uns nos outros e construídos na beirinha da calçada.

Como a Sara tinha três anos e a cidade tem algumas ladeiras, preferimos fazer esse passeio de charrete bem turistão mesmo. E pra quem vai com criança menor, fica a dica: não adianta levar carrinho de bebê, por que o calçamento de pedra é bem irregular.

Na época, comparamos muito a uma cidade cenográfica. Por dois motivos: serviu mesmo de locação para várias novelas e minisséries e também por que nos pareceu uma cidade bem deserta (pelo menos há dois anos…). Então não espere badalação por lá.

 

Culinária regional

No centrinho histórico, você vai encontrar ateliês, comércio de artesanato e de algumas delícias mineiras, como diferentes tipos de doce de leite – que são de comer rezando!

 

Centro histórico reúne comércio local de artesanato, doces e ateliês

 

O prato mais típico de lá é o frango com ora-pro-nóbis – um tipo de folha que dá um sabor todo especial à receita. Mas não deixe de comer também o feijão tropeiro, o tutu, o torresmo e todas as outras opções da culinária regional, muitas delas tradicionalmente preparadas no fogão à lenha.

 

Igreja Matriz de Santo Antônio é um dos principais pontos turísticos de Tiradentes

 

Mais atrações

  • Para os mais românticos, a sugestão é o passeio de Maria Fumaça, que leva a São João Del Rei, costeando o Rio das Mortes pela Serra de São José. A programação dura pouco mais de meia hora. Não conseguimos fazer, por que quando estivemos lá, a locomotiva só estava funcionando nos finais de semana.

 

  • Para os mais aventureiros, a dica é um trekking até os mirantes da serra. São caminhadas de duas a cinco horas, a 1.200 metros de altitude.

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Belo Horizonte além do "uai" e do pão de queijo - Tem criança na viagem
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