O dia em que encaramos "O buraco" - Tem criança na viagem
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O dia em que encaramos "O buraco"
02/05/2017
Tempo de leitura: 2 minutos.

Desde os primeiros dias da nossa viagem à Ásia, que começou pela Turquia, a gente tem se deparado com uns banheiros diferentes. São assim como esses aí da foto, que entre nós três (Emilio, Sara e eu) chamamos de “O buraco”. Isso, assim mesmo, com referência em maiúscula, por que é “O temido buraco”.

 

 

 

Por dois meses conseguimos escapar. Ufa! Nos lugares públicos, sempre acabávamos encontrando ao menos uma cabine ocidental. Nunca abri tantas portas de banheiro na minha vida, rezando para dar de cara com um vaso sanitário!

Pensava com meus botões: “a Sara não vai querer ir nesse negócio, como vamos fazer?”.

Até que um dia, passeando pela cidade de Guilin, na China, a pequena pediu para fazer xixi. Olhamos à volta e nos pareceu mais tranquilo entrar no McDonald’s – teoricamente algo familiar e limpinho.

Tinha três cabines. Abri a primeira: buraco. A segunda, buraco. Tentei abrir a terceira, estava trancada. Não me dei por satisfeita e espiei por baixo da porta. Tinha um vaso! Mas não tinha ninguém e estava interditada.

Passaram-se alguns segundos de tensão… Tentei disfarçar meu pânico e lancei o desafio para a Sara: “E aí, vai encarar?”.

Para minha surpresa, ela levou de boa, achou super divertido e ainda por cima ficou se gabando que já fez de tudo no buraco (o número 1 e também o número 2! Kkkk). Eu posso com isso???

Então, para que tanto medo e preocupação? Quantas vezes transformamos algumas situações “no temido buraco” e, depois que elas passam, não eram nada daquilo que imaginávamos?

Moral da história? Não sofra por antecipação!

Mas vamos voltar ao buraco sanitário… Nos primeiros países da viagem (Turquia, Singapura, Malásia, Tailândia e Vietnã), na maioria dos lugares com “buraco” havia uma ducha higiênica e não tinha papel higiênico. Não preciso nem dizer que esses banheiros eram uma lambança, com tudo molhado. A primeira impressão foi de que essa prática era nojenta.

Agora imagina o contrário. Pensa num asiático no Brasil, sem conseguir se lavar após fazer suas necessidades? Também deve ser algo extremamente desconfortável.

Essa questão de não encostar no vaso é tão elementar para eles que em alguns banheiros vimos cartazes orientando para que não subissem no vaso de pedestal para se agachar, mostrando foto de vasos quebrados e de pessoas gravemente feridas após o uso dessa maneira.

No final das contas, estou até começando – eu disse começando – a achar que os asiáticos têm razão. É muito mais higiênico você se agachar e não encostar no vaso, evitando a transmissão de uma série de doenças. Sem contar que ainda exercita os músculos das pernas e glúteos.

Bom, tudo é uma questão de se despir de medos, preconceitos e ver que outras formas também são possíveis. E, às vezes, até melhores. Só assim vamos enxergar além do “temido buraco”…

P.S. – Depois dessa filosofada toda preciso confessar uma coisa: continuo abrindo todas as portas e procurando as cabines ocidentais! Hehehe…

 


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